Ano novo, bateria nova 3/01/2014

A tradição não foi mantida. Esta jornada ofereceu-nos uma época festiva bem diferente do habitual. Phnom Penh e Siem Reap foram o palco do Natal e Passagem de Ano, respetivamente.

            Ao longo da estadia em Phnom Penh, tivemos oportunidade de ficar a conhecer melhor a triste realidade de um passado recente: o regime ditatorial de Pol Pot. Este revolucionário comunista liderou um movimento radical que tinha como base uma sociedade rural. Todos aqueles que fossem mais instruídos eram mortos. Com essa utopia em mente, milhões de pessoas foram executadas, entre homens, mulheres e crianças. Como foi possível que algo desta natureza tenha acontecido há pouco mais de 30 anos atrás?!

            A capital do Camboja surgiu como uma lufada de ar fresco. Encontrámos uma cidade onde a atmosfera não nos deixou com a expetativa que D. Sebastião nos aparecesse à frente. Esse sentimento era recorrente ao longo do nosso percurso pela Índia, já que o ar nas grandes cidades era regularmente preenchido pelo fumo dos veículos que criavam o caos no trânsito. Foi igualmente notória a simpatia do povo cambojano.

            O Natal foi tudo menos tradicional. Sem família, sem frio, sem ceia de Natal. Fomos a um restaurante e em vez do tradicional bacalhau, demos conta de um frango com batatas fritas. Não foi tarefa árdua, pois a quantidade de comida que nos foi apresentada pareceu transformar o conduto em aperitivo. Após o frango, vieram duas fatias de piza, uma para cada um. Ceia de Natal: feito! O que é que se costuma fazer após a ceia de Natal? Para alguns, a Missa do Galo, para outros, o convívio entre a família, etc. No nosso caso: discoteca. Isso mesmo. Foi a dançar que a nossa noite de Natal terminou. Uma festa animada que fez por momentos esquecer as saudades de casa e da família, nesta época que está intimamente ligada a isso mesmo.

            Entre Phnom Penh e Siem Reap ficaram cerca de 7 horas de viagem de autocarro. Durante essa ligação tive (André) oportunidade de ver um animal que me é muito querido (pura ironia): uma cobra. Um grupo de cães estava tão agitado que um indivíduo local foi ver do que se tratava. Ao regressar, agarrando firmemente junto da cabeça, trazia cerca de 2 metros de réptil. O corajoso levou a rastejante até ao outro lado da estrada e com uma machadada acabou com o assunto. De arrepiar!

            De arrepiar também, mas por bons motivos, foram as visitas ao complexo de Angkor, Património Mundial da UNESCO. Esta região foi a sede do Império Khmer entre os séculos IX e XII. Durante 3 dias cansativos, visitámos os principais templos que compõem a vasta área do complexo. Por entre templos Hindus e Budistas, ficámos com a retina deslumbrada. A beleza arquitetónica de todos os edifícios, bem como a paisagem envolvente, fizeram com que Angkor tivesse entrada direta no “top” dos melhores locais que visitámos ao longo deste Gap Year.

            Siem Reap foi um bom local para a passagem para 2014. Com as ruas dos bares e restaurantes repletas de turistas e locais, entrámos no novo ano 7 horas mais cedo do que em Portugal. Uma festa fantástica na companhia de milhares que fez com que nos deitássemos cansados e felizes.

            O novo ano já se encontra em curso e com ele temos a certeza que novas aventuras virão. “Caídos no Oriente” há quase 3 meses e com a vontade recarregada com a chegada deste 2014. Com a bateria nova, esta aventura seguirá o seu rumo menos afetada pelas saudades danadas.

Até logo!

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