Costas frias 9/12/2013

(CLIQUE AQUI PARA AS FOTOS DE KOCHI)

(fotos de Goa em breve, no FACEBOOK já disponíveis)

Após uma viagem de 10 horas de comboio, Kochi foi o primeiro local na Índia onde começámos a ver pessoas do ocidente. Esta cidade permaneceu como capital da Índia Portuguesa desde 1503 até 1530, quando os portugueses elegeram Goa. O André adoeceu tirando brilho ao início da estadia naquela cidade portuária. Contornando este impasse, aproveitámos ao máximo o que a cidade tinha para nos oferecer. Várias igrejas e basílicas passaram pelos nossos olhos mas o que nos chamou mais a atenção foi o museu indo-português. O museu possuía vários objetos religiosos e alguns quadros, maioritariamente de origem portuguesa. Infelizmente, não nos foi permitida a captação de quaisquer fotos ou vídeos. Neste destino pudemos ainda dar conta que a carteira se começava a esvaziar com maior rapidez. Se nos locais por onde tínhamos passado conseguíamos uma boa refeição por 50 cêntimos, aqui 3 euros não eram suficientes para nos satisfazermos. No entanto, Kochi valeu pelo seu sossego.

De regresso às viagens mirabolantes, desta vez com destino ao estado de Goa, viajámos 14 horas dentro de uma carruagem. Pudemos ouvir umas quantas vezes por minuto a buzina do comboio e o barulho dos outros viajantes e ainda sentir todo o tipo de mosquitos e/ou pulgas. A nossa sorte melhorou quando chegámos de madrugada à estação de comboios de Margão. Nunca pensámos que fosse tão confortável partilhar o chão da plataforma com tantos cães e pessoas.

Ficámos de nos encontrar com o nosso couchsurfer na central de autocarros da cidade de Mapusa. Quando chegámos a casa deste, deparámo-nos com um luxo a que não estávamos habituados. No lugar da televisão estava uma enorme tela, os quartos eram gigantescos e ainda havia um empregado permanente a morar ali. Este jovem de apenas 29 anos criou a sua fortuna a partir do nada. Foi com uma história inspiradora de um empreendedor de sucesso que passámos o serão antes de irmos descansar.

No dia seguinte partimos para Anjuna onde passámos cinco dias fantásticos! Estivemos alojados num hostel onde não faltavam pessoas da Europa. Praia, sossego e festa. Goa oferece um pouco de tudo, mas o que mais apreciámos foi mesmo o ambiente acolhedor que se vivia naquele lugar. Tivemos oportunidade de visitar Goa Velha (considerada pela UNESCO Património Mundial da Humanidade em 1986) onde é notória a passagem dos portugueses. Entrámos em várias igrejas e no Museu Arqueológico que relata toda a história entre Portugal e Goa. No interior do museu destacavam-se os retratos de todos os Vice-Reis e Governadores Gerais que governaram o “Estado Português da Índia”. Mais uma vez, era proibida a captação de quaisquer fotos ou vídeos. Vários funcionários atentos do museu estavam sempre prontos para impedir, ao som de um irritante apito, todos aqueles que experimentassem contornar as regras.

A verdadeira aventura está agora em curso. A Índia tem atuado como escola e nunca nos ensinou tanto como agora. O voluntariado já ficou para trás e temos estado por nossa conta. Já não temos as “costas quentes”!

Até logo!

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