De uma ponta a outra 30/03/2014

A Tailândia é um país exótico por excelência. Sendo um país rico em praias paradisíacas e lugares de cortar a respiração, não é difícil adorar esta nação.

Quem trabalha arduamente sabe certamente valorizar os momentos de pausa e de descanso. Após sairmos do voluntariado, ficámos 3 dias em Koh Phayam, uma ilha não muito frequentada por turistas. Nunca soube tão bem fazer tão pouco.

A ilha não estava repleta de turistas como outras onde já estivemos. Com um ambiente calmo, sem rede no telemóvel e com a internet lenta até para a consulta de e-mails, fizemos pouco mais do que comer, ir à praia, dormir e pôr em dia a escrita de crónicas e a organização das nossas fotos. Foi bom também para tirar um pouco a “t-shirt branca” que trazíamos do voluntariado. O sol que se fazia sentir durante o trabalho ofereceu-nos uma bela camisola de manga curta.

Com as baterias recarregadas, mudámos de poiso e fomos até Phuket, destino turístico, até demais. Phuket é um distrito que pode ser comparado ao nosso Algarve. Praia, bares, restaurantes e muita gente. Contudo, na cidade de Phuket Town, o local onde ficámos alojados, pudemos fugir um pouco a tudo isso.

Num dos dias em Phuket, fomos até à ilha de Khao Phing Kan, mais conhecida por ilha do James Bond. Foi neste local que foram filmadas algumas cenas do filme James Bond – The Man With The Golden Gun.

Claro está que não fomos até lá apenas pelo filme. A paisagem era deslumbrante! Erguendo-se com imponência, várias formações rochosas tinham lugar ao longo da baía. Pequenas ilhas repletas de vegetação faziam-lhes companhia. Na verdade, em ambos os casos o verde era a cor predominante. O contraste entre os rochedos, as plantas, o rio e o céu era digno de paraíso.

Paraíso ou inferno. Sentimo-nos bem perto de um destes dois! Tudo aconteceu quando estávamos num caiaque no meio da água e, de repente, uma tempestade começa. Em segundos, chuva e ventos torrenciais apareceram. É claro que os relâmpagos também se quiseram mostrar. Um cenário de filme, ou não estivéssemos nós junto da ilha do James Bond. A intensidade era tanta que praticamente não víamos um palmo à nossa frente. “Abrigámo-nos” tal qual os outros turistas debaixo de um rochedo. Quando tudo aquilo passou, voltámos para o barco de apoio para devolver o caiaque e respirar de alívio após um dos momentos mais assustadores desta viagem.

Chegámos a Krabi, a cidade seguinte, vivos e de boa saúde. Ainda bem que assim foi, caso contrário, seria impossível enfrentar os 1237 degraus que nos conduziram até ao templo no cimo de uma montanha. O número cansa só de ser visto, mas quando se experimenta a subida… De qualquer das formas, todo aquele esforço foi mais que recompensado com a vista que tivemos acesso lá no alto. O verde era a cor que se destacava. O contraste entre o céu nublado e a vegetação encheu-nos a retina. Ao longo da montanha, inúmeros macacos marcavam presença. É sempre divertido assistir aos nossos amigos primatas a interagirem entre si e, por vezes, connosco.

Krabi é bastante conhecida pelas praias em seu redor. Optámos por não as visitar, já que durante este Gap Year, estas têm sido presença regular. Em vez disso, ficámos pela cidade. Descobrimos um templo que nos agradou bastante, passeámos junto ao rio, visitámos o mercado noturno, etc.

No dia em que completámos 5 meses de viagem, foi tempo de rumar até ao norte da Tailândia, numa que foi das maiores viagens que já fizemos por terra. Cerca de 12 horas de autocarro de Krabi até Banguecoque seguidas de mais 13 entre a capital da Tailândia e Chiang Mai.

Quando chegámos, estávamos esperançosos em relação à temperatura: “Bem, agora no norte devemos ter descanso do calor infernal que nos tem acompanhado…”. Pois, só se estava bem à sombra e mesmo assim não largávamos a nossa garrafa de água por um segundo.

Temo-nos apercebido, ao longo da nossa passagem por terras tailandesas, que os templos budistas se encontram, na sua maioria, nos lugares mais altos das localidades. E nós fazemos questão de os visitar todos. Subimos a uma altura de 1000m, desta vez de mota, para visitar um templo bastante conhecido por causa do seu enorme pagode dourado, o templo Wat Phra That Doi Suthep. Ainda assim, não escapámos a umas centenas de escadas. Se nos perguntarem se estamos fartos de ver templos e budas, a resposta é não. Os detalhes deixam-nos como que hipnotizados, vista é fantástica e a forma como chegamos a estes lugares, muitas vezes, trazem-nos boas surpresas. Neste caso, descobrimos uma cascata no parque natural de Doi Suthep. Famílias a lanchar, crianças a brincar na água, o som da água a cair, o verde em redor… Bom momento, sem dúvida.

Embora fosse uma cidade grande e com muita gente, Chiang Mai conseguiu transmitir-nos um ambiente relaxado. Acreditamos que isto se deve em grande parte à simpatia do povo tailandês. Ver um sorriso estampado no rosto é uma coisa comum. Brilhante!

Já percorremos a Tailândia praticamente de um extremo ao outro. Temos dado conta de um país maravilhoso em todos os aspetos. É sem dúvida um local fantástico que em breve nos verá partir em direção ao nosso adorado país, Portugal.

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