De doença está o nosso Gap Year cheio! 23/12/2013

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A Índia é um país de grandes dimensões. Ao visitar as diferentes regiões, apercebemo-nos que os hábitos e a maneira de estar das pessoas não são sempre os mesmos. Juntamente com os seus habitantes, a forma como os locais estão organizados e as atrações culturais que têm para nos oferecer determinam em boa parte o nosso bem-estar em cada sítio.

Bombaim foi o caos. População: 12,478,447 (estimativa de 2011). Estivemos na cidade mais populosa da Índia e a quarta em todo o mundo. O trânsito e o ar irrespirável foram dos mais desafiantes até à data. Ao longo de 4 dias, observámos os mais variados cenários. Edifícios com altura de “gigantes” mostravam a sua imponência na capital económica e financeira da Índia. Essas construções albergavam desde escritórios, centros comerciais, lojas de marcas de luxo, etc. Todos aqueles “gigantes” contrastavam com os “outros”, os marginais. Ao vaguear pela cidade encontrámos inúmeras pessoas que faziam da rua o seu lar. Numa zona junto à praia, famílias inteiras partilhavam os rochedos. Com meia dúzia de paus e panos velhos, contruíam pequenas barracas onde se resguardavam. As ratazanas eram companhia fiel daquelas pessoas.

A cidade que se seguiu foi Jaipur. O ar tornou-se mais aceitável assim como o “modus operandi” da cidade. Enfrentámos uma confusão muito menos pronunciada quando comparada com Bombaim. Em Jaipur visitámos alguns monumentos. Um deles foi um dos que mais nos impressionou desde o início desta jornada: Amber Fort. Possui um estilo único ao misturar a arquitetura muçulmuna com a hindu. Nesse enorme complexo, perdemo-nos por entre todos os corredores e galerias. Os pormenores ornamentais eram magníficos, a vista deslumbrante. Ficámos alojados num hostel que deixa saudades. O “staff” era impecável, proporcionando um ambiente acolhedor. Foi neste hostel que encontrámos finalmente um “tuga”. Neste caso, uma “tuga”! Luísa, 30 anos, Lisboa. Com toda a sua simpatia, deu-nos conselhos e recomendações para a nossa estadia em Jaipur e para a viagem. Estivemos apenas algumas horas com ela já que no dia seguinte deu continuidade ao seu percurso pela Índia. Foi ótimo poder conversar com alguém do nosso país. Foi igualmente muito bom partilhar histórias com o Fábio, o João e o Marco. “Irmãos” brasileiros que estavam também alojados no hostel. O povo brasileiro irradia boa disposição!

Estando na Índia, não poderíamos deixar de visitar o emblemático Taj Mahal. (CLIQUE AQUI PARA VER O NOSSO VIDEO EM TAJ MAHAL) Estivemos em Agra durante 3 dias. Durante esse tempo visitámos vários monumentos tais como Fathepur Sikri, Agra Fort, mas o que realmente nos marcou foi mesmo o Taj Mahal. O complexo é enorme com jardins bem arranjados, sem lixo, digno da distinção de uma das 7 Maravilhas do Mundo. É um pouco difícil tentar explicar por palavras aquilo que se vê e sente num local como aquele. Somos completamente esmagados por tamanha imponência. Todavia, o interior do Taj Mahal deixou um pouco a desejar. Não estávamos à espera que fosse tão pobre em comparação com o edifício em si e o que o rodeia. De qualquer das formas, foi sem dúvida um dos locais que mais apreciámos na Índia.

Em Nova Deli, as doenças atacaram de novo e, desta vez, fomos os dois a sofrer. Assim, infelizmente, não foi possível conhecer a capital da forma que gostaríamos. Mas como a teimosia é uma caraterística nossa, pusemo-nos a caminho do Qutab Minar, o minarete mais alto do mundo, e da Porta da Índia. Esta cidade surpreendeu-mos positivamente. Estávamos à espera que, como se tratava da capital, a desorganização fosse superior a todos os outros sítios por onde andámos, mas não. Era possível andar na rua e, em alguns sítios, havia passeios! Os cheiros eram menos intensos do que Mumbai ou Agra, contudo, a poluição é evidente quando olhávamos para o céu. Um nevoeiro permanente que não nos permitiu ver o sol claramente. Nesta cidade ainda tivemos oportunidade para tirar um “curso de enlatados”. Num dos dias, decidimos aventurarmo-nos pelo metro e foi um autêntico inferno. Pessoas a passarem, literalmente, umas por cima das outras para poderem entrar ou sair, os polícias a empurrarem a multidão para dentro do metro para que as portas se pudessem fechar… Uma experiência que não aconselhamos a ninguém.

Tristes pelos últimos dias na Índia não serem os melhores, chegou a hora da partida para o segundo país da nossa aventura, o Camboja. Neste momento estamos na capital, Phnom Penh, cidade que estamos a adorar.

Já passaram 2 meses desde que começámos a nossa jornada e, sem dúvida, está a ser deveras enriquecedora.

Até logo!

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One thought on “De doença está o nosso Gap Year cheio! 23/12/2013

  1. Gostei mais uma vez de ler este texto escrito por vocês, são as palavras do bom trabalho e conhecinento da jornada. Força para continuarem com esta garra, são Portugueses em plena aventura.

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