O melhor partido 23/01/2014

Sem qualquer expetativa. Foi assim que “caímos” no nosso primeiro país do sudeste asiático. Não muito falado em Portugal, o Camboja conseguiu maravilhar-nos a cada canto por onde passámos.

            Com a vista deliciada, partimos de Siem Reap com destino a Sihanoukville. Foi aí que experimentámos pela primeira vez molhar os pés na água do mar em pleno mês de Janeiro. FANTÁSTICO!

            Não contentes, decidimos deixar Sihanoukville e “pular” para a ilha de Koh Rong. Se existem coisas que nós achamos que só se vêem em filmes, esta ilha era uma delas: a areia era tão fina que, não exagerando, nos fazia sentir como se estivéssemos a caminhar sobre farinha; a água era de tal forma limpa que nos permitia ver quase tão bem dentro como fora da mesma; ficámos a dormir a poucos metros do mar. Tudo isto foi como um pequeno paraíso ao nosso dispor!

            Da mesma forma que o despertador nos acorda de um belo sonho, a sirene do barco alertou-nos que estava na hora de abandonar aquele fantástico lugar. Assim partimos para uma visita relâmpago à, já familiar, capital.

            Phnom Penh foi a cidade escolhida para nos despedirmos de um país que, de desconhecido, passou a significar tanto para nós. Encontrámo-nos novamente com o Luís, português residente no Camboja e que mais uma vez nos recebeu à boa maneira portuguesa. Pagando as nossas despesas, desde o jantar até à bebida no bar, fez-nos sentir à vontade. Fez com que aprendêssemos bastante sobre a cultura daquele país. O nosso Portugal era também chamado à conversa várias vezes.  O Camboja fica para trás mas, de certo, sentiremos a sua presença durante muito tempo.

            Após Phnom Penh, seguiu-se Ho Chi Minh, a maior cidade do Vietname. Cerca de 7 longas e penosas horas foram passadas no autocarro que fez o trajeto entre estas duas cidades.

            Na primeira cidade do segundo país do sudeste asiático, fomos confrontados com um calor e humidade que não estávamos habituados. O ar era pesado. Visitámos algo obrigatório. Situado a cerca de 50 km do centro de Ho Chi Minh ficavam os túneis com acesso ao público usados pelos vietnamitas na Guerra do Vietname. Com os ensinamentos da nossa guia, ficámos impressionados com a astúcia do exército deste país. Uma das técnicas usadas para enganar os inimigos americanos era o uso de chinelos que podiam ser calçados de trás para a frente bem como da frente para trás. Desta forma, as pegadas criadas traçariam um rasto “falso”.

            Estamos há muito pouco tempo no Vietname, mas foi num abrir e fechar de olhos que reparámos na forte influência do comunismo neste país. Ao longo das ruas, juntamente com a bandeira nacional, pudemos ver a bandeira com o símbolo de esquerda. Estavam por todo o lado. Pela estrada fora, foram também visíveis alguns cartazes de propaganda. No Vietname existem várias religiões sendo que as que têm maior expressão são o Budismo, o Caodaísmo e o Cristianismo. Segundo a nossa guia os cristãos não têm opção política “porque são cristãos e para eles está tudo bem”. Com tudo isto ficaram a pairar nas nossas mentes duas palavras: ditadura democrática.

            Estamos quase a meio da nossa grande jornada. Parece que foi ontem que aterrámos na Índia, mas já estamos no terceiro país do nosso Gap Year. O Vietname, pela sua cultura, pelas suas praias, pelas paisagens e muito mais, é destino turístico por excelência. Esperamos tirar o melhor partido de tudo o que este país tem para oferecer.

Até logo!

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