Reta final 9/04/2014

É impressionante como já passámos por tanta coisa. Fomos vítimas da passagem supersónica do tempo e nem demos conta. Os lugares vão sendo visitados e Portugal está já ali.

Amantes da Natureza, a cidade de Pai só nos poderia agradar. Tratava-se de uma cidade pequena, um tanto ou quanto turística, mas com um excelente ambiente e maravilhosos lugares para visitar em seu redor.

Num dos dias em Pai, estávamos já a ir para o hostel depois de jantar quando, para nossa admiração, encontramos o Dimitri e o Lorenzo! Um grego e um italiano, respetivamente, que trabalharam na mesma organização que nós em Pak Song, durante o voluntariado. A partir desse encontro inesperado, visitámos em conjunto o que Pai tinha para nos oferecer.

Por entre as montanhas e a floresta, fomos descobrindo lugares fantásticos. Houve um que nos marcou particularmente. Uma cascata, que por ser desconhecida entre os turistas, não sabemos o seu nome. Para lá chegar, tínhamos um longo caminho para percorrer. Cerca de meia-hora de mota pelos campos fora, incluindo múltiplas travessias de alguns cursos de água, seguindo-se de uma hora a pé pela floresta até ao destino. Apesar do trilho ser difícil, valeu bem a pena. Houve momentos em que parecíamos estar num cenário paradisíaco. Juntamente com as folhas que caíam das árvores, centenas de pequenas borboletas azuis faziam-nos companhia durante o percurso. Fantástico! Não tão espetacular foram os milhares (talvez estejamos a ser modestos) de aranhas que fomos encontrando. Não se tratavam de aracnídeos com muito mau aspeto, mas o facto de ser possível ouvir o enorme grupo a caminhar sobre as folhas, parecia transportar-nos para um filme de terror. Contudo, ao chegar à cascata, esquecemo-nos de tudo o resto. Por entre enormes rochedos, a água passava e chocava com estrondo no início do pequeno curso de água em baixo. O cantar dos pássaros ,o caminhar das aranhas pelas folhas e o som daquela cascata foram os únicos “barulhos” que pudemos escutar durante a nossa passagem por aquele lugar isolado e belo.

Por gostarmos tanto daquela cidade, acabámos por ficar mais 2 dias do que o previsto. Tínhamos tudo. Boa comida, lugares maravilhosos para visitar durante o dia e diversão à noite. Sem dúvida, uma cidade que nos vai deixar saudades.

Chiang Rai, a cidade mais a norte da Tailândia em que estivemos, foi o destino seguinte. Nesta cidade, visitámos um templo, budista claro está, que tinha tanto de diferente como de quase perturbador. O Wat Rong Khun, mais conhecido por Templo Branco, não parou de nos surpreender. À entrada, numerosas mãos de gesso, caveiras, demónios e cabeças de animais, pareciam emergir do chão. Trata-se de uma alusão ao inferno e às almas que pedem por socorro. No interior do templo, onde era proibido tirar fotografias, ficámos chocados com o que encontrámos desenhado nas paredes. Não se tratava de vandalismo, tudo estava desenhado ao pormenor e com intenção. Desde heróis da banda desenhada como o Homem-Aranha, Batman, etc, até ao desenho das torres gémeas a alimentarem com combustível um demónio, tudo aquilo pareceu-nos uma clara crítica ao mundo ocidental em geral e aos Estados Unidos em particular. Não será algo inapropiado para um local sagrado?

Como estávamos perto do Triângulo Dourado, onde a Tailândia, Myanmar e Laos se encontram, resolvemos visitar esse local. Aquele lugar, até ao séc. XXI, foi palco da maior produção de ópio do mundo. Existe inclusive um museu, que visitámos, onde é possível ficar a conhecer a história daquela região. Ainda tivemos oportunidade de dar um “pulinho” até Laos. Basicamente, fomos vítimas de uma “armadilha para turistas”, já que a única coisa a visitar eram as barracas com material contra-feito, naquele lugar. Foi com o orgulho ferido que deixámos Chiang Rai

Fomos em direção ao Sul até Sukhothai. Nesta cidade, visitámos o seu parque histórico, Património Mundial da UNESCO, que muito nos agradou. Mais uma vez, fazendo uso de uma mota, explorámos o complexo e as suas redondezas. Era fantástico! Na vasta área que o compõe, visitámos as ruínas do Reino de Sukhothai que remontam aos séculos XIII e XIV. O parque estava ainda muito bem conseguido no que diz respeito aos jardins e aos cursos de água que o adornam.

Voltámos a rumar a Sul, desta vez em direção a Ayutthaya, uma cidade histórica a 80 quilómetros de Banguecoque. Fomos recebidos da melhor maneira, calor e humidade que nos deixaram de rastos. Para ajudar, como não tínhamos visto nenhum hostel com antecedência, andámos, de mochilas às costas, a pular de sítio em sítio à procura de um lugar barato para podermos dar descanso ao nosso esqueleto; lá o encontrámos. Nesta cidade, que foi a segunda capital do reino Siamês, visitámos as ruínas deixadas pela destruição causada pela armada Birmanesa no século XVIII. Desta vez escolhemos outro meio de deslocação, a bicicleta. Assim, amigos do ambiente e este nada amigo nosso (QUENTE!), passámos o dia a ver construções que nos fizeram ficar de boca aberta. Veio à memória o complexo de Angkor.

Após 172 dias de grandes aventuras, chegámos por fim ao último destino da nossa viagem, a capital da Tailândia, Banguecoque, de onde vos escrevemos. A ansiedade aumenta a cada dia que passa, a vontade de ver as pessoas, as saudades da nossa terra, da nossa caminha… O regresso a casa está para breve e esta grande lição está quase a ser dada como terminada.

Até logo!

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s